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Programa do Curso de Parapente

PROGRAMA TEÓRICO DO CURSO BÁSICO DE PARAPENTE


1 Noções básicas de meteorologia
1.1 Reconhecimento de nuvens básicas;
1.2 Reconhecimento de nuvens perigosas para o voo, como o cumulusnimbus;
1.3 Reconhecimento de velocidades de ventos seguras para o voo e de ventos turbulentos      (máximo de 20Km/h, para nível I ).

2 Conhecimento de aerologia
2.1 Reconhecimento de direções basicas de vento;
2.2 Análise do escoamento do ar pelo relevo e que consequencias isto tras para o  voo;
2.3 Conhecimento do gradiente de vento;
2.4 Reconhecimento de regiões onde possa existir vento canalizado (Venturi);
2.5 Reconhecimento das condições de vôo através da observação de outros paragliders, asas,     pássaros, fumaça, birutas, árvores etc;
2.6 Reconhecimento de zonas de contraste térmico e eventuais turbulências;
2.7 Análise das condições de decolagem e plano de voo, de acordo com o vento e relevo;
2.8 Reconhecimento das áreas seguras para pouso, de acordo com as condições meteorológicas  e aerológicas do local.

3 Conhecimentos básicos de aerodinâmica
3.1 Efeito aerodinâmico;
3.2 Arrasto;
3.3 stall;
3.4 Ângulo de ataque;
3.5 Sustentação.

4 Conhecimento das regras de tráfego
4.1 Sentido de giro em térmicas;
4.2 Mão e contra-mão durante o lift;
4.3 Formas de aproximação e prioridade no pouso.

5 Entendimento de manobras e de como recuperar corretamente
5.1 Stall B;
5.2 Pêndulo frontal;
5.3 Pêndulo lateral;
5.4 Colapso assimétrico;
5.5 Colapso frontal;
5.6 Full Stall;
5.7 Espiral negativa;
5.8 Parachutagem;
5.9 Abertura de reserva;
5.10 Gravata;
5.11 Colapsos encadeados ou sucessivos.

6 Conhecimento das homologações do mercado
6.1 DHV;
6.2 ACPUL.

7 Noções básicas do equipamento
7.1 O velame e suas partes;
7.2 A selete;
7.3 O para-quedas de emergência;
7.4 Noções de manutenção dos equipamentos de voo;
7.5 Noção sobre a utilidade dos equipamentos eletrônicos (GPS, variômetro e rádio).

8 Conhecimento de primeiros socorros
8.1 Abordagem ao acidentado;
8.2 Técnicas de reanimação respiratória e cárdio-respiratória;
8.3 Fraturas e técnicas de imobilizações;
8.4 Hemorragias e técnicas de estancamentos;
8.5 Movimentação e transporte de acidentados.

9 Legislação e organizações relacionadas ao voo livre
9.1 RBHA 103;
9.2 A regulação do voo livre pelo DAC;
9.3 Organizações representativas nacionais: ABVL e ABP;
9.4 A finalidade da Federação Capixaba de Voo Livre;
9.5 O papel da Associações e Clubes de Voo Livre.

10 Etiqueta no voo livre
10.1 A proteção ao meio ambiente;
10.1 O respeito aos moradores locais nos sítios de voo;
10.1 Regras de boa convivência com os companheiros de voo e seus familiares.

PARTE DOIS

PROGRAMA PRÁTICO DO CURSO BÁSICO DE PARAPENTE


Ao final do curso o piloto deverá estar apto a executar os seguintes requisitos:

1 Demonstrar posicionamento pré-vôo correto do piloto em relação a vela de acordo com o paraglider em questão.

2 Demonstrar cheque inicial de pré-voo incluindo:
2.1 Cheque de velame verificando o estado geral da vela, tirantes, linhas e ferragens sabendo o tempo de manutenção obrigatório destes;
2.2 Cheque de posicionamento de abertura do velame e montagem do conjunto de voo de frente para o vento;
2.3 Cheque ao se equipar, fivelas, mosquetões etc.
2.4 Cheque de posicionamento correto frente ao velame adaptando-se ao relevo da decolagem (inclinação) e as condições de vento.
2.5 Cheque do método de inflagem , em função da inclinação do terreno, vento , equipamento etc.

3 Dar análises verbais das condições locais, trajetória de voo, áreas a serem evitadas com relação ao fluxo de ar e obstáculos a serem contornados além de indicar áreas de pouso primárias e secundárias ou seja uma análise completa   do local  onde irá voar.

4 Em cada voo demonstrar verbalmente como será o procedimento de decolagem pretendido levando-se em conta as condições de decolagem e como procederá com os tirantes dianteiros e batoques.

5 Definir verbalmente como os diferentes ventos podem afetar o local de voo em questão, considerando.
5.1 Direções diferentes de vento;
5.2 Velocidades diferentes de vento;
5.3 Limitações do espaço aéreo em relação a altura, relevo obstáculos e áreas de pouso.

6 Demonstrar manuseio correto do paraglider na sequência.
6.1 Inflagem de costas e de frente;
6.2 Cheque do velame;
6.3 Correção do avanço da vela juntamente com a correção lateral, garantindo um percurso de 35 m. da vela sobre a cabeça.  Isto tudo  deverá ser feito  num plano horizontal, sem deixar a vela cair com ventos que podem variar de 0 à 15 km/h.

7 Decolagem sem ajuda, demonstrando:
7.1 Boa inflagem da vela;
7.2 Controle (cheque do velame olhando para cima);
7.3 Decisão correta do aborto ou continuação da decolagem após efetuar correções que se tornarem necessárias ou não;
7.4 Corrida decidida;
7.5 Transição da corrida para o voo suave;
7.6 Acomodação no cinto correta (sem soltar os freios).

8 Demonstração do domínio da vela e  das diferentes velocidades de voo.

9 Definir verbalmente e praticamente:
9.1 A velocidade de menor taxa de queda e a de melhor planeio;
9.2 A velocidade máxima e a de stall, neste caso , não demostrar o stall;
9.3 Variações confiantes na velocidade de vôo com aumentos e diminuições suaves, voo freiado suave sem entrar em stall e um bom controle da situação, demonstrando familiaridade e antecipação às reações do paraglider dentro dos limites de operação.  Não deve perder o controle, mantendo sempre a velocidade acima do stall;
9.4 Fazer pêndulo lateral e frontal suave;
9.5 Fechar orelhas e fazer curva com o corpo;
9.6 Provocar um orelhão assimétrico, demostrando controle da situação, sem deixar girar e outro com giro suave;
9.7 Fechar as orelhas e acelerar o equipamento;
9.8 Aproximação correta, através do julgamento correto da velocidade de avanço horizontal em relação a vertical (taxa de queda);
9.9 Iniciação e finalização de um 360o de maneira suave, sem grandes pendulações e variações de velocidade;
9.10 Velocidade de voo correta para a aproximação final;
9.11 Pouso controlado.



 
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